e a beleza disso tudo

saber que uma hora isso vai perder a graca e a gente vai se separar como todos os outros casais antes disso vamos competir e se perguntar onde estávamos com a cabeca quando nos escolhemos e vamos culpar um ao outro por essa e aquela oportunidades que perdemos em nome de um e de outro e vamos dormir de costas um pro outro e vamos ficar de cara feia ou simplesmente morrer de tédio e falar mal um do outro pros amigos vamos beber e flertar e ficar com a consciência pesada e contar um pro outro e uma hora vamos parar de contar e vamos parar de ficar com a consciência pesada e vamos levar com a barriga e vamos ficar deprimidos e se perguntar onde diabos fomos parar e vamos finalmente

nos separar.

e a beleza disso tudo reside em mesmo sabendo disso tudo nao desistir antes.

é como perceber que se morre e mesmo assim.

(Bolhas, champanhe, cowboy: e a beleza disso tudo)

lovequotesrus:

Photo Courtesy: charleskinbote

yeah, i guess.

lovequotesrus:

Photo Courtesy: charleskinbote

yeah, i guess.

igrejaateista:

Pronto, relacionados.

igrejaateista:

Pronto, relacionados.

“Explore me’ you said and I collected my ropes, flasks and maps, expecting to be back home soon. I dropped into the mass of you and I cannot find the way out. Sometimes I think I’m free, coughed up like Jonah from the whale, but then I turn a corner and recognise myself again. Myself in your skin, myself lodged in your bones, myself floating in the cavities that decorate every surgeon’s wall. That is how I know you. You are what I know.”
Written on the Body by Jeanette Winterson  (via cosives)

(Source: sleepingtigers)

situationvacant:

HAHAHA GENTE.

conheço alguém assim :}

situationvacant:

HAHAHA GENTE.

conheço alguém assim :}

“It hurts to let go. Sometimes it seems the harder you try to hold on to something or someone the more it wants to get away. You feel like some kind of criminal for having felt, for having wanted. For having wanted to be wanted. It confuses you, because you think that your feelings were wrong and it makes you feel so small because it’s so hard to keep it inside when you let it out and it doesn’t coma back. You’re left so alone that you can’t explain. Damn, there’s nothing like that, is there? I’ve been there and you have too. You’re nodding your head.”
Henry Rollins (via black-wolves)
“I wanted someone to enter my life like a bird that comes into a kitchen
And starts breaking things and crashes with doors and windows
Leaving chaos and destruction.
This is why I accepted her kisses as someone who has been given a leaflet at the subway.
I knew, don’t ask me why or how, that we were gonna share even our toothpaste.
We got to know each other by caressing each other’s scars
(…)
We wanted happiness to be like a virus that reaches every place in a sick body”
Migala, Gurb Song

O amor bom é facinho

(por Ivan Martins)

Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.

(Source: revistaepoca.globo.com)

(via Capinaremos)
sofapizza:

bunnyfood:(via laurishly)
best explanation i’ve heard

sofapizza:

bunnyfood:(via laurishly)

best explanation i’ve heard

(Source: thesoapboxschtick)

burwell:

ageofreason:

“When my husband died, because he was so famous & known for not being a believer, many people would come up to me — it still sometimes happens — & ask me if Carl changed at the end & converted to a belief in an afterlife. They also frequently ask me if I think I will see him again. Carl faced his death with unflagging courage & never sought refuge in illusions. The tragedy was that we knew we would never see each other again. I don’t ever expect to be reunited with Carl. But, the great thing is that when we were together, for nearly twenty years, we lived with a vivid appreciation of how brief & precious life is. We never trivialized the meaning of death by pretending it was anything other than a final parting. Every single moment that we were alive & we were together was miraculous — not miraculous in the sense of inexplicable or supernatural. We knew we were beneficiaries of chance… That pure chance could be so generous & so kind… That we could find each other, as Carl wrote so beautifully in Cosmos, you know, in the vastness of space & the immensity of time… That we could be together for twenty years. That is something which sustains me & it’s much more meaningful… 
The way he treated me & the way I treated him, the way we took care of each other & our family, while he lived. That is so much more important than the idea I will see him someday. I don’t think I’ll ever see Carl again. But I saw him. We saw each other. We found each other in the cosmos, and that was wonderful.“ 
- Ann Druyan, talking about her husband, Carl Sagan

this is beautiful.

this is love. :~

burwell:

ageofreason:

“When my husband died, because he was so famous & known for not being a believer, many people would come up to me — it still sometimes happens — & ask me if Carl changed at the end & converted to a belief in an afterlife. They also frequently ask me if I think I will see him again. Carl faced his death with unflagging courage & never sought refuge in illusions. The tragedy was that we knew we would never see each other again. I don’t ever expect to be reunited with Carl. But, the great thing is that when we were together, for nearly twenty years, we lived with a vivid appreciation of how brief & precious life is. We never trivialized the meaning of death by pretending it was anything other than a final parting. Every single moment that we were alive & we were together was miraculous — not miraculous in the sense of inexplicable or supernatural. We knew we were beneficiaries of chance… That pure chance could be so generous & so kind… That we could find each other, as Carl wrote so beautifully in Cosmos, you know, in the vastness of space & the immensity of time… That we could be together for twenty years. That is something which sustains me & it’s much more meaningful… 

The way he treated me & the way I treated him, the way we took care of each other & our family, while he lived. That is so much more important than the idea I will see him someday. I don’t think I’ll ever see Carl again. But I saw him. We saw each other. We found each other in the cosmos, and that was wonderful.“ 

- Ann Druyan, talking about her husband, Carl Sagan

this is beautiful.

this is love. :~

(Source: ageofreason)